1- Burning in water, drowning in flame - Charles Bukowski
Mais conhecido por sua prosa autêntica e sem filtros, Bukowski deixou também diversos volumes de poesia. Burning in water, drowning in flame (Queimando na água, se afogando na chama) está entre os melhores, inclusive na opinião do próprio autor. Trata-se de um produto de quase 20 anos de escrita, como evidenciado no subtítulo (Selected poems: 1955-1973), transparecendo a sensibilidade, a honestidade e a alma livre do autor em poemas contendo desde a descrição de sonhos até fatos vividos e opiniões sobre a vida, o amor e as pessoas.
2- Mar de Histórias: O Realismo - Aurélio B. H. Ferreira e Paulo Rónai (org.)
"Mar de histórias" é uma enorme compilação de contos da literatura mundial, divididos por períodos literários. Para o tomo "O Realismo", foram selecionadas obras-primas de 17 mestres, de países como Rússia, Brasil, Peru, França, Portugal e Hungria. Merecem citação privilegiada O sonho de Makar, de V. Korolenko, A caçada ao malhadeiro, do Conde de Ficalho e O primeiro impulso, conto moralista de um autor persa anônimo.
3- Versos, sons, ritmos - Norma Goldstein
A leitura, a fruição e a interpretação do texto poético costumam ser atividades desafiadoras para estudantes e professores. Por meio desse curto tratado, o leitor terá contato com as diversas camadas do texto poético, conhecendo os tipos de rima, de métrica, e de arranjo dos versos, além de outras importantes instruções.
4- 1822 - Laurentino Gomes
Nosso país completou 200 anos desde sua independência, e a nova edição de 1822 foi um presente muito bom. Com sua linguagem cativante, Laurentino Gomes é capaz de fazer o leitor sentir os dramas e o clima social e político de dois séculos atrás, mostrando-nos as contradições, o heroísmo e as fraquezas dos personagens que fizeram o Brasil ser o que hoje é. É uma leitura inspiradora e necessária.
5- Cem sonetos de amor - Pablo Neruda
O Lirismo do chileno Pablo Neruda manifestou-se nas mais variadas formas poéticas, inclusive as mais fixas. Por mais que alguns críticos neguem o estatuto de sonetos aos poemas dessa coleção (devido à liberdade, sobretudo quanto à rima), trata-se de textos singelos, sensíveis e intimistas, que falam a diversas gerações de leitores.
6- Coração das trevas - J. Conrad
Coração das trevas é o livro mais conhecido do escritor polonês/britânico Joseph Conrad. Curtinho e criado em uma linguagem poética e descritiva, o livro aborda sutilmente os horrores da violência colonial e seus impactos na psique humana. Um livro bastante atmosférico, que tem lugar merecido no cânone literário.
7- Sefer Yetzirah - Aryeh Kaplan (trad. e notas)
Clássico do misticismo judaico, essa antiquíssima e fascinante obra aborda a ligação entre as letras do alfabeto hebraico e o poder de criar o universo. Os comentários do R. Aryeh Kaplan (um físico que aproxima ciência e misticismo) trazem uma importante contextualização, situando o Sêfer Yetzirah no conjunto maior da literatura mística judaica antiga, com foco nas práticas de meditação, além de apresentar o texto em diversidade de versões e ilustrá-lo com muitos diagramas. Apesar de complicado, o tema é fascinante.
8- Toda a Poesia - P. Leminski
Livros com obras completas de autores dificilmente são uma má escolha. Leminski, especialista em capturar momentos, foi um grande autor de poemas curtos, muitos deles no estilo japonês "haicai" ou concretistas. Outros foram musicados por grandes nomes da música popular brasileira.
9- Beijo no asfalto - Nelson Rodrigues
Li Vestido de noiva e Beijo no asfalto quase simultaneamente, e é difícil escolher um dos dois. Fico com o segundo, no entanto, pela forte crítica social e maior disponibilidade para o público geral. Uma obra de teatro que escancara a realidade hipócrita brasileira.
Li Vestido de noiva e Beijo no asfalto quase simultaneamente, e é difícil escolher um dos dois. Fico com o segundo, no entanto, pela forte crítica social e maior disponibilidade para o público geral. Uma obra de teatro que escancara a realidade hipócrita brasileira.
10- Sargento Getúlio - João Ubaldo Ribeiro
Não é um livro leve, mas Sargento Getúlio vale muito a leitura pela sua representação de problemas da vida brasileira, pelo diálogo com clássicos literários universais e, naturalmente, com os grandes temas humanos, como o senso de propósito, o livre-arbítrio e a submissão aos poderosos.
Não é um livro leve, mas Sargento Getúlio vale muito a leitura pela sua representação de problemas da vida brasileira, pelo diálogo com clássicos literários universais e, naturalmente, com os grandes temas humanos, como o senso de propósito, o livre-arbítrio e a submissão aos poderosos.
