Os jardins de Yin
H. P. Lovecraft, traduzido por D. A. Pinheiro
Atrás daquele muro tão antigo,
cujas torres musgosas alteavam
quase aos céus, eu pensei que se encontravam
borboletas e pássaros, no abrigo
dos mais ricos jardins com cerejeiras
delicadas, e templos refletidos
em lagos mornos sob um céu tingido
de rosa, onde as cegonhas vão ligeiras.
Foram meus sonhos que deixaram aberto
o portão para aquele labirinto
de pedra com seu córrego infinito.
Eu me apressei e ultrapassei, incerto,
a sinistra muralha, e foi então
que eu vi que não havia mais portão.