SONETO SEM TÍTULO - 26/11/2020
Danilo Almeida Pinheiro
Ruídos dos que afiam as espadas
Misturam-se aos clamores dos feridos
Os olhos do guerreiro, distraídos
Contemplam as vastidões estreladas
"Por que tão arriscadas empreitadas?
Impérios? deuses? pactos descumpridos?
Por honra? Ver nossos irmãos caídos...
São essas as vitórias conquistadas?"
Seu olhar desce, para na fogueira
"Talvez as coisas que estamos buscando
Se mostrem na batalha derradeira".
Assim terminam os seus pensamentos
Ao ver de novo os astros cintilando
– Fogueiras de milhões de acampamentos.
