segunda-feira, 20 de junho de 2022

Um soneto... ainda sem título


 SONETO SEM TÍTULO - 26/11/2020

Danilo Almeida Pinheiro


Ruídos dos que afiam as espadas

Misturam-se aos clamores dos feridos

Os olhos do guerreiro, distraídos

Contemplam as vastidões estreladas


"Por que tão arriscadas empreitadas?

Impérios? deuses? pactos descumpridos?

Por honra? Ver nossos irmãos caídos...

São essas as vitórias conquistadas?"


Seu olhar desce, para na fogueira

"Talvez as coisas que estamos buscando

Se mostrem na batalha derradeira".


Assim terminam os seus pensamentos

Ao ver de novo os astros cintilando

– Fogueiras de milhões de acampamentos.

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