quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Poema: Flecha que voa de dia

FLECHA QUE VOA DE DIA- 14/11/2022
Danilo Almeida Pinheiro


Fica sempre um gosto amargo
Livrando a boca do crime
E a paz imóvel do hímen
Chega a seu fim de um só trago.

Haverá quem não termine
A taça vil do egoísmo
Quando a beira de outro abismo
Usando ardis o fascine?

Eis: do universo nas quinas
Vêm as nuvens e se forma
O balde de gotas finas 
—A fonte das águas mornas

Das pálpebras das meninas

E outra vez faz-se a pergunta
Do irônico Nicodemos:
Importa-nos se é defunta
A riqueza que perdemos?

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