Num certo fim de tarde em janeiro, um pescador paraibano viu, no meio de um dos grandes rios brasileiros, algo maravilhoso ao passar por um trecho estreito, cercado de vegetação. Seria tarefa penosa ou inútil tentar descrever o quê, com todos os detalhes, mas conta Raimundo que o céu foi tomado por uma repentina escuridão e presenciou uma dança de infinitas cores e estrelas nunca vistas, coincidindo com a passagem de um grande jacaré de cores fosforescentes...
Sentiu-se frágil criatura
e ergueu-se desajeitado.
Quis explodir este brado:
Grória! Hosana nas artura!
Mas um só momento dura
sua voz: pensa, calado
que o que vê será levado
para sempre à sepultura.
Pois quem pode descrever
aquilo? e com que linguagem?
e quem poderia crer?
Não pensa mais, vive a imagem.
Não sente dor nem prazer.
Não sente nada... Oh! A imagem!
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